VILHENA – Mulher denuncia agressões do companheiro após filho flagrar violência por câmeras de segurança
Adolescente de 13 anos acionou ajuda ao presenciar, por imagens em tempo real, a mãe sendo agredida enquanto segurava um bebê de apenas oito meses no colo; caso foi registrado na UNISP
Uma ocorrência de violência doméstica mobilizou equipes policiais após um adolescente de 13 anos denunciar que a mãe, de 31 anos, estaria sendo agredida pelo companheiro, de 26 anos, dentro da residência da família. Segundo o relato, o menino estava na casa de uma vizinha acompanhado da irmã, um bebê de apenas oito meses, quando tomou conhecimento da situação.
De acordo com as informações apuradas, o adolescente utilizou o aplicativo das câmeras de monitoramento da residência e, ao acompanhar as imagens pelo celular, teria visto o padrasto puxando os cabelos da mãe e a empurrando, mesmo ela estando com a criança de colo.
Diante da cena, o garoto correu até a residência para tentar intervir. Conforme registrado, ele passou a discutir com o suspeito e ainda teria sido ameaçado pelo padrasto, que afirmou que os dois “acertariam as contas” quando se encontrassem na rua.
Após serem acionados, os policiais seguiram até o imóvel indicado. No local, apenas a mulher atendeu inicialmente à equipe, enquanto o companheiro permaneceu trancado em um dos quartos, recusando-se a sair e conversar. Foi necessária a intervenção dos agentes para retirá-lo do cômodo e dar continuidade ao atendimento da ocorrência.
Em depoimento, a vítima relatou que a discussão começou logo após o casal chegar em casa e que o desentendimento teria sido motivado por ciúmes do companheiro. Ela confirmou que sofreu agressões físicas durante o conflito.
Os envolvidos foram conduzidos à Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp), onde a ocorrência foi registrada. Conforme as informações levantadas durante o atendimento, foi constatado que o suspeito já apresentava comportamento marcado por ciúmes excessivos e atitudes de controle sobre a companheira, além de já ter praticado outras agressões físicas contra ela. Apesar disso, a vítima ainda não havia formalizado registros policiais anteriores.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que dará prosseguimento aos procedimentos cabíveis com base na Lei Maria da Penha e demais elementos reunidos durante a ocorrência.
Fonte: Revista Século

