Concurso Leiteiro da 38ª Expocol evidencia o potencial da pecuária do Cone Sul

Concurso Leiteiro da 38ª Expocol evidencia o potencial da pecuária do Cone Sul

O Concurso Leiteiro da 38ª Expocol chegou ao fim consagrando grandes campeãs, mas, acima de tudo, evidenciando a evolução genética, o manejo eficiente e o alto nível técnico da pecuária leiteira de Colorado do Oeste e de toda a região do Cone Sul de Rondônia.

Após três dias de competição e seis ordenhas oficiais, produtores, técnicos e visitantes acompanharam uma das disputas mais equilibradas e qualificadas dos últimos anos, tanto na categoria Vacas quanto na categoria Novilhas. Os números finais demonstram que, independentemente da classificação alcançada por cada animal, o nível produtivo apresentado foi extraordinário.

Miçanguinha vence entre as novilhas após disputa emocionante

Na categoria Novilhas, a campeã foi a novilha Miçanguinha, do produtor Wesley Pena, que encerrou sua participação com impressionantes 114 quilos de leite produzidos ao longo da competição.

A vitória, entretanto, esteve longe de ser tranquila. A segunda colocada, Ereia, de Vitor Rafael, terminou com 111,8 quilos, apenas 2,2 quilos atrás da campeã. Já a terceira colocada, Oreia Seca, de Paulinho Talino, alcançou 108,8 quilos, ficando a apenas 5,2 quilos da liderança.

Os números revelam um equilíbrio raro entre as três primeiras colocadas. Durante praticamente toda a competição, as posições permaneceram indefinidas, sendo decididas apenas na ordenha final.

O destaque decisivo veio justamente na última ordenha, quando Miçanguinha registrou 20,2 quilos de leite, a melhor produção individual da categoria naquele momento. Após a pesagem, sua principal adversária precisaria superar a marca de 22 quilos para assumir a liderança, um desempenho que seria excepcional diante das condições normais da competição.

Mas o aspecto mais importante da categoria talvez esteja além do pódio. A quarta colocada, Rainha, produziu 102,7 quilos, enquanto a quinta, identificada como 44, alcançou 102 quilos. Até mesmo a sexta colocada, Carina, encerrou o concurso com 97,3 quilos, números que, em qualquer propriedade leiteira, representam produtividade extremamente expressiva.

A diferença entre a campeã e a sexta colocada foi inferior a 17 quilos em seis ordenhas, demonstrando o elevado padrão do plantel apresentado na Expocol.

Alagada domina entre as vacas e estabelece marca impressionante

Na categoria Vacas, a grande campeã foi Alagada, do produtor João Gabriel, que alcançou a impressionante marca de 194,6 quilos de leite produzidos durante o concurso.

A produção da campeã foi quase equivalente à soma de duas vacas de excelente desempenho em muitas propriedades leiteiras da região, consolidando Alagada como um dos grandes destaques da 38ª Expocol.

Mesmo com a liderança consolidada, a disputa pelas posições seguintes também apresentou números expressivos. A vice-campeã Negona, de Maicon Pablo, produziu 176 quilos, enquanto Revista, de Leonardo Venâncio, encerrou a competição com 165,5 quilos.

A diferença entre a primeira e a segunda colocada foi de 18,6 quilos, mas chama atenção o fato de que as três primeiras colocadas ultrapassaram a marca de 165 quilos de leite produzidos, um patamar de excelência para qualquer competição leiteira.

Outro dado que merece destaque é a profundidade técnica da categoria. A quarta colocada, Alvorada, alcançou 155,5 quilos, enquanto Lupita e Paquita empataram com 147,5 quilos cada.

Mesmo a décima colocada, Onça, produziu 106,9 quilos, superando a marca de 100 quilos no acumulado. A décima primeira colocada também ultrapassou essa barreira, encerrando a competição com 101,1 quilos.

Esses números demonstram que os animais posicionados fora das primeiras colocações não podem ser considerados menos produtivos. Pelo contrário: representam vacas de elevada capacidade leiteira, capazes de gerar resultados econômicos altamente relevantes para seus proprietários.

Evolução da genética e do manejo

Mais do que definir campeãs, o Concurso Leiteiro da Expocol funciona como uma vitrine do avanço genético e tecnológico da cadeia leiteira regional.

Os resultados apresentados nesta edição refletem investimentos realizados ao longo de anos em melhoramento genético, inseminação artificial, nutrição animal, sanidade, manejo e qualificação dos produtores.

A presença de animais produzindo acima de 100 quilos, tanto na categoria Vacas quanto na categoria Novilhas, confirma o amadurecimento da atividade leiteira no Cone Sul de Rondônia e reforça o potencial competitivo da região em âmbito estadual e nacional.

Reconhecimento e agradecimento

Em nome da Associação dos Criadores de Colorado do Oeste (ASCCOL), o presidente da entidade, Ênio Milani, agradeceu o empenho de todos os envolvidos na realização do Concurso Leiteiro da 38ª Expocol.

“Quero agradecer aos patrocinadores, apoiadores, parceiros e a todos os profissionais que contribuíram para o sucesso desta competição. Um agradecimento muito especial aos professores, técnicos e estudantes do IFRO, que mais uma vez desempenharam um papel fundamental na condução dos trabalhos, garantindo a seriedade, a transparência e a credibilidade do concurso.”

O presidente também destacou que o resultado vai muito além das colocações finais.

“Parabenizamos todos os produtores que participaram, independentemente da classificação obtida. Colocar um animal em uma competição desse nível já demonstra dedicação, profissionalismo e confiança no trabalho realizado dentro da propriedade. As campeãs merecem todo reconhecimento, mas o grande vencedor deste concurso é o setor produtivo de Colorado do Oeste e de todo o Cone Sul, especialmente os homens e mulheres que integram a cadeia leiteira e ajudam a fortalecer uma das atividades mais importantes da nossa economia.”

Com números expressivos, disputas equilibradas e animais de altíssimo padrão produtivo, o Concurso Leiteiro da 38ª Expocol reafirma sua importância como uma das principais vitrines da pecuária leiteira de Rondônia, mostrando que a região segue avançando em produtividade, tecnologia e qualidade genética.

Fonte: Voz da Amazônia