Disputa por filho adotivo termina em morte e prisão de caminhoneira em Vilhena

Disputa por filho adotivo termina em morte e prisão de caminhoneira em Vilhena

Um caso de extrema violência no 10º homicídio do ano, registrado nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, em Vilhena, resultou na morte de uma idosa de 64 anos e deixou outra mulher ferida, após um ataque ocorrido em uma residência no bairro Jardim Primavera.

A vítima fatal foi identificada como Josenita Rocha Viano, de 64 anos. Ela chegou a ser socorrida por uma unidade de resgate do Corpo de Bombeiros Militares e levada ao pronto-socorro do Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos provocados por agressões com objeto contundente. Outra mulher que estava na casa e seria a atual namorada da ex-mulher da acusada também foi atacada, sofreu lesões e recebeu atendimento médico.

De acordo com informações apuradas, a principal suspeita do crime é uma caminhoneira de 43 anos, identificada pelas iniciais S. F. M., que foi presa em flagrante por equipes da Polícia Civil de Rondônia.

Após o ataque, ela teria fugido do local, sendo localizada pouco tempo depois escondida em uma residência no bairro Ipê, onde recebeu voz de prisão e foi conduzida à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) para prestar esclarecimentos, confessando a autoria e explicando a suposta motivação para o crime qualificado.

As investigações iniciais apontam que a motivação do crime pode estar relacionada a um conflito familiar envolvendo a guarda de um filho adotivo.

A suspeita teria mantido um relacionamento homoafetivo por mais de 15 anos com a ex-companheira, com quem oficializou a união recentemente, antes da separação. Durante o relacionamento, o casal adotou um menino, hoje com cerca de 6 a 7 anos.

Após o término, ambas seguiram novos relacionamentos, mas divergências sobre visitas e responsabilidades em relação à criança teriam intensificado o conflito. Há, inclusive, disputa judicial em andamento envolvendo a guarda e pedido de pensão alimentícia.

Segundo apurado, a idosa que morreu era mãe da ex-companheira da suspeita, enquanto a mulher ferida seria a atual parceira dela. No momento do ataque, a ex não estava na residência, pois havia saído para levar o filho à escola.

A Polícia Civil informou que a suspeita utilizou um objeto contundente e possivelmente uma arma branca durante as agressões, além de um pedaço de madeira.

A motivação completa do crime segue sob investigação e, por ora, detalhes adicionais não foram divulgados oficialmente para não comprometer o andamento do caso, mas as equipes da Polícia Civil por meio da Delegacia Especializada no Combate aos Crimes Contra a Vida (DERCCV) podem  vir a público a qualquer momento no decorrer das investigações para dar maiores detalhes quanto ao décimo homicídio do ano na cidade.

Fonte: Rota Policial News/ Folha do Sul Online/ Revista Século