Violência no 2º dia de aula: órfão recém-chegado é espancado por colegas e PM apreende faca e droga em escola de Vilhena

Violência no 2º dia de aula: órfão recém-chegado é espancado por colegas e PM apreende faca e droga em escola de Vilhena
  • Adolescente de 16 anos, que perdeu a mãe neste mês e veio de MS para morar com familiares, foi atacado por cinco estudantes dentro de unidade estadual; Conselho Tutelar acompanhou a ocorrência

Um caso de agressão envolvendo estudantes chamou a atenção das autoridades na região central de Vilhena na última semana, na avenida Liberdade.

Conforme apurado pelo site Revista Século, um adolescente de 16 anos foi cercado e espancado por cinco colegas dentro da Escola Estadual Escola Álvares de Azevedo, e a situação acabou revelando ainda a presença de arma branca e entorpecente entre os envolvidos.

De acordo com informações apuradas, a Polícia Militar foi acionada após a direção comunicar que um aluno havia sido agredido nas dependências da instituição.

Ao chegarem ao local, os policiais constataram que o jovem apresentava escoriações pelo corpo. A suspeita é de que ele tenha sido alvo do grupo por ser novato na escola, onde frequentava apenas o segundo dia de aula.

Durante a averiguação, os militares realizaram revista nas mochilas dos adolescentes apontados como autores e em uma delas, foi encontrada uma faca de caça, além de uma porção de substância semelhante à maconha.

O material foi apreendido e encaminhado à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP), onde o caso foi registrado com acompanhamento do Conselho Tutelar.

Drama familiar recente

A situação é ainda mais sensível diante do histórico do estudante. Ele perdeu a mãe no início deste mês e já era órfão de pai desde quatro anos atrás. Após as perdas, o adolescente deixou Campo Grande/MS para viver com familiares em Vilhena, junto com a irmã mais nova.

Parentes relataram preocupação com a integridade do jovem e cobram providências da escola para evitar novos episódios.

A família não descarta a possibilidade de transferência caso não haja garantias de segurança e acolhimento. O caso segue sob apuração das autoridades competentes.

Fonte: Revista Século