Motorista é detido após direção perigosa e recusa ao bafômetro em Vilhena
Durante a ocorrência, polícia encontra munições e grande quantidade de veículos em imóvel do suspeito
Um homem acabou preso na noite de quinta-feira, 19 d Fevereiro, depois de chamar a atenção de uma equipe da polícia ao conduzir um carro de maneira arriscada em Vilhena. O caso foi registrado na avenida Paraná, no bairro Alto Alegre, setor 08.
A equipe policial fazia rondas quando recebeu a informação de que um veículo preto estaria sendo dirigido por alguém possivelmente alcoolizado.
Pouco depois, os militares avistaram o automóvel circulando pela rua 815, em velocidade acima do permitido e realizando manobras em zigue-zague, configurando-se o crime de direção perigosa.
Mesmo com sinais sonoros e luminosos acionados, o condutor demorou a parar. Quando finalmente foi abordado, foi encontrado dentro do carro em aparente estado de sonolência.
Segundo os policiais, ele apresentava sinais típicos de ingestão de álcool, como olhos avermelhados, dificuldade de equilíbrio, fala desconexa e forte odor etílico.
O motorista confirmou ter consumido bebida alcoólica, mas se recusou a realizar o teste do etilômetro, conforme relatado pelo policial que conduziu a ocorrência.
Diante da situação, o veículo foi apreendido e encaminhado ao pátio da CIRETRAN, conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
O homem informou que não estava com documentos pessoais e autorizou os militares a se deslocarem até sua residência, localizada no bairro Moysés de Freitas.
No imóvel, os policiais encontraram 11 carros e 12 motocicletas estacionados. Dentro da casa, também foram localizadas sete munições intactas, além de 70 notas promissórias já preenchidas, que totalizam R$ 339.200,00, e duas procurações.
Após consulta aos sistemas, foi verificado que um dos veículos possuía restrição judicial expedida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região.
O suspeito relatou atuar na compra e venda de veículos, porém, conforme apurado, não possui empresa formalmente registrada.
Ele recebeu voz de prisão e foi conduzido à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP), onde permaneceu à disposição da Justiça. Seus pertences pessoais ficaram sob responsabilidade do comissariado de plantão.
A Polícia Civil, órgão realmente responsável para investigar estes casos instaurou inquérito para averiguar a ação policial bem como toda a situação narrada em ocorrência e as investigações devem seguir a partir de agora.
Fonte: Revista Século

