Polícia Ambiental flagra descarte irregular de resíduos e interdita empresa em área industrial de Vilhena

Polícia Ambiental flagra descarte irregular de resíduos e interdita empresa em área industrial de Vilhena

Material da concretagem se espalhou por vias públicas após chuvas e acendeu alerta ambiental

Uma fiscalização realizada na última segunda-feira, 26 de Janeiro de 2026, resultou na interdição de uma empresa do setor de concretagem instalada em um polo industrial de Vilhena, mais precisamente no bairro Parque Industrial Novo Tempo, no setor 19.

A ação ocorreu após denúncia feita à Polícia Militar Ambiental, sobre possíveis danos ambientais provocados pelas atividades do empreendimento.

Durante a vistoria, agentes constataram que resíduos líquidos gerados no processo de produção, contendo restos de cimento e agregados estavam sendo lançados sem qualquer estrutura adequada de contenção. A ausência de impermeabilização permitiu que o material escoasse para fora da área da empresa.

Com o volume elevado de chuvas registrado nos últimos dias, os rejeitos acabaram alcançando ruas próximas, redes de drenagem urbana e o solo ao redor, criando uma situação considerada de risco ambiental e potencial poluição.

Diante do cenário, equipes técnicas especializadas da Polícia Técnico-Científica (POLITEC) foram acionadas para realizar avaliação pericial, com a finalidade de identificar possíveis impactos e a extensão dos danos causados ao meio ambiente.

A fiscalização também apontou que o empreendimento operava sem autorização ambiental vigente. Não foram apresentadas licenças exigidas para instalação, funcionamento ou operação da atividade, apesar de se tratar de um ramo classificado como potencialmente poluidor.

Além disso, foi verificado que o local já havia sido alvo de autuações anteriores por irregularidades semelhantes, o que agravou a situação durante a nova abordagem.

Como resultado, foi determinado o embargo imediato das atividades, acompanhado da apreensão de equipamentos e veículos utilizados na produção e transporte do concreto. A retomada do funcionamento ficará condicionada à regularização junto aos órgãos ambientais competentes.

O caso foi formalizado e registrado na Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) e encaminhado às autoridades responsáveis como Polícia Civil e Ministério Público para adoção das medidas administrativas e legais cabíveis.

Fonte: Revista Século