Denúncia feita em unidade de saúde leva à prisão de agressor de mulher em Vilhena
Relato de vítima expõe ciclo de agressões físicas, ameaças de morte e violência psicológica; caso reforça a importância de denunciar
Na manhã desta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de ameaça e agressão no município de Vilhena, após uma denúncia surgir durante atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).
De acordo com as informações apuradas, uma mulher relatou a profissionais de saúde que vinha sendo vítima de agressões físicas recorrentes e ameaças constantes dentro do próprio lar.
O caso chamou atenção pela gravidade dos relatos, que incluíam episódios anteriores de fraturas na mão esquerda e em costelas, além de intenso sofrimento emocional.
Segundo a vítima, o companheiro fazia ameaças de morte frequentes, mencionando inclusive o uso de veneno e de uma foice, o que a mantinha em estado permanente de medo.
Ela também relatou violência patrimonial, afirmando ser obrigada a entregar integralmente valores de aposentadorias e a contrair empréstimos financeiros em seu nome por imposição do agressor.
Além das agressões físicas e financeiras, a mulher descreveu situações de humilhação e abandono, como ser deixada do lado de fora da residência após portas e portões serem trancados, o que agravava ainda mais seu estado psicológico. O medo constante a impedia, inclusive, de dormir com tranquilidade.
No momento em que a Polícia Militar chegou ao local, o suspeito ainda se encontrava na unidade de saúde. Após ser informado sobre a denúncia, ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à UNISP (Unidade Integrada de Segurança Pública), onde o caso ficou à disposição das autoridades para as providências legais cabíveis.
Denunciar é um ato de proteção e coragem:
Casos como este evidenciam a importância de denunciar a violência doméstica. Muitas mulheres permanecem em silêncio por medo, dependência financeira ou vergonha, o que acaba prolongando um ciclo de violência que tende a se agravar com o tempo.
A denúncia pode salvar vidas. Procurar ajuda em unidades de saúde, delegacias, órgãos de segurança ou por meio de canais oficiais é fundamental para interromper a violência e garantir proteção à vítima. Nenhuma forma de agressão física, psicológica, moral ou financeira deve ser normalizada.
Violência doméstica é crime. E nenhuma mulher está sozinha. Denuncie ao 190 da Polícia Militar, ao 181 de Proteção à Mulher ou na UNISP, onde a Polícia Civil está preparada para atender mulheres vítimas de agressão.
Fonte: Revista Século

