VILHENA – Após ataques de pitbull no bairro Florença, secretário de Meio Ambiente esclarece atuação da SEMMA e animal é recolhido
Segundo o secretário Sargento Damassa, o pitbull foi levado para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), onde permaneceu em segurança até a localização do tutor. Ele também explicou as limitações enfrentadas pelo município no atendimento desse tipo de ocorrência.
Após a repercussão da ocorrência registrada na manhã deste domingo, 02 de agosto de 2026, na rua RF-11, no bairro Florença, em Vilhena, onde um pitbull atacou outro cachorro e causou preocupação entre moradores, o secretário municipal de Meio Ambiente, Sargento Damassa, entrou em contato com a reportagem para esclarecer como ocorreu o atendimento.
Segundo Damassa, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros mantiveram contato com ele durante a ocorrência e naquele momento, o secretário estava em uma área de mata realizando atividades de trabalho e, por isso, não conseguiu atender imediatamente às primeiras ligações.
Assim que recebeu as informações, passou a acompanhar o caso e providenciou o recolhimento do animal após o resgate por parte do Corpo de Bombeiros Militares.
O pitbull foi levado para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), onde foi colocado em um espaço seguro até que seu tutor fosse localizado.
De acordo com o secretário, o proprietário do cão já foi identificado e compareceria à secretaria para buscar o animal e desta forma, as medidas cabíveis serão adotadas.
Conforme as informações levantadas, o pitbull teria escapado após o portão da residência permanecer aberto enquanto o dono estava fora da cidade.
Damassa destacou que a SEMMA enfrenta sérias dificuldades para acolher animais de grande porte. Atualmente, a estrutura abriga cerca de 350 cães e aproximadamente 150 gatos, além de outros animais de maior porte.
Segundo ele, não é possível colocar um pitbull agressivo junto aos animais menores, pois isso colocaria todos em risco. O secretário informou ainda que já havia outro pitbull sob os cuidados da secretaria, reduzindo ainda mais a capacidade de atendimento.
O secretário também explicou que a legislação impõe limites à atuação da SEMMA. Conforme esclareceu, o município atua principalmente em casos de maus-tratos, animais atropelados ou em apoio às forças de segurança quando solicitado.
Já quando um cão ataca pessoas ou outros animais e oferece risco à população, a ocorrência passa a ter natureza policial, cabendo à Polícia Militar adotar as providências legais e, quando necessário, solicitar apoio da SEMMA para o resgate e destinação do animal.
Damassa aproveitou para fazer um apelo aos tutores de animais, ressaltando que a responsabilidade pela guarda é dos proprietários.
Segundo ele, deixar cães de grande porte soltos nas ruas coloca a população em risco e dificulta o trabalho dos órgãos públicos, que enfrentam limitações de espaço e estrutura para receber novos animais.
O caso segue sob acompanhamento das autoridades competentes, que deverão apurar as circunstâncias do ataque e eventual responsabilização do tutor, caso sejam constatadas irregularidades.
Fonte: Revista Século e Tony Mont-Serrate




