NOS BASTIDORES DO RODEIO: tropeiros, chapas e fiscais garantem a segurança e o espetáculo na 38ª Expocol

NOS BASTIDORES DO RODEIO: tropeiros, chapas e fiscais garantem a segurança e o espetáculo na 38ª Expocol

Por Mário Quevedo, especial para Revista Século

Quando os refletores se acendem e os peões entram na arena para desafiar os touros, o público acompanha apenas a parte mais visível de um trabalho que começa muitas horas antes. Por trás de cada montaria realizada durante o rodeio profissional da 38ª Expocol, em Colorado do Oeste, existe uma equipe que atua nos bastidores para garantir a organização, a segurança e o bem-estar dos animais.

Após destacar a rotina dos peões, a cobertura especial da Revista Século mostra agora quem são os profissionais responsáveis por fazer o espetáculo acontecer nos currais da maior feira agropecuária do Cone Sul de Rondônia.

Nesta edição da Expocol, quatro tropeiros participam do rodeio, trazendo um total de 39 animais que serão utilizados nas montarias. São eles Magno Favalessa, Marco Faria Vieira, Joede da Silva e Romero Justino Miguel, profissionais que dedicam boa parte do dia aos cuidados dos animais e à organização da competição.

A rotina começa logo pela manhã, com alimentação, limpeza, observação do estado de saúde e manejo dos animais. Ao longo do dia, os tropeiros realizam a preparação das escalas e a organização das montarias. Já no período da tarde, ocorre o chamado “aparte”, momento em que os animais são separados e identificados conforme os sorteios realizados entre peões e touros.

Todo esse processo exige atenção e precisão. É nos currais que se define qual animal será conduzido ao brete e qual competidor fará a montaria correspondente. A logística precisa funcionar perfeitamente para que o rodeio aconteça sem atrasos e dentro das normas estabelecidas.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, os animais utilizados nas montarias não recebem qualquer tipo de tratamento destinado a torná-los agressivos. Segundo os próprios profissionais do setor, trata-se de animais criados especificamente para o rodeio, que apresentam comportamento natural de impulsão e salto durante as montarias. Cada animal participa de apenas uma apresentação por noite e, após cumprir sua participação, retorna para áreas de descanso e pastagem.

Além dos tropeiros, aproximadamente dez trabalhadores atuam como chapas, auxiliando na condução dos animais, movimentação nos currais, organização dos bretes e apoio operacional durante toda a programação do rodeio.

Outro trabalho fundamental acontece por meio da fiscalização da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Na 38ª Expocol, os fiscais Robson Caron e Tatiane Rodrigues acompanham diariamente a movimentação dos animais destinados às montarias.

A atuação da equipe inclui a conferência da documentação sanitária, a inspeção das condições físicas dos animais e o monitoramento de eventuais ocorrências que possam exigir intervenção técnica. Em situações como ferimentos ou necessidade de transporte para atendimento externo, os profissionais são responsáveis pela emissão da documentação necessária e pelo cumprimento dos protocolos sanitários exigidos pela legislação.

Embora muitas vezes permaneçam longe dos holofotes, tropeiros, chapas e fiscais desempenham papel essencial para que o rodeio aconteça dentro das normas de segurança, respeito aos animais e organização exigidas por uma competição profissional.

Antes de cada montaria, existe um grande trabalho de bastidores. E é justamente esse esforço coletivo que permite que o público acompanhe, na arena da 38ª Expocol, um dos espetáculos mais tradicionais e aguardados da programação da feira.