Violência doméstica termina em prisão após ameaças e abuso contra mulher em Vilhena
Suspeito se recusava a aceitar o fim do relacionamento; criança autista já havia presenciado conflitos dentro de casa
Um caso grave de violência doméstica foi registrado em Vilhena (RO), resultando na prisão de um homem acusado de agredir, ameaçar e manter relações sexuais sem consentimento com a esposa.
A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar após a vítima, uma mulher de 45 anos, pedir ajuda por mensagem, relatando que vivia sob constantes agressões.
A equipe policial se deslocou até uma residência no bairro Cristo Rei, onde a mulher contou que o relacionamento estava em colapso, marcado por discussões frequentes, ofensas e violência.
Segundo ela, a decisão de se separar agravou a situação, já que o companheiro não aceitava o término e se recusava a deixar o imóvel, adquirido por ela.
No dia do fato, após passar horas fora, o homem retornou à residência e iniciou mais uma discussão. Ao ouvir da companheira que ela colocaria fim à relação, ele teria se exaltado ainda mais, passando a proferir xingamentos e ameaças.
Em determinado momento, conforme o relato, o suspeito afirmou que ela “não passaria daquela noite” e que, caso fosse preso, se vingaria.
Diante da gravidade da denúncia, os policiais deram voz de prisão ao homem, que foi encaminhado à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP).
Durante os procedimentos, foi verificado que havia histórico de agressões anteriores e relatos de que o acusado obrigava a vítima a manter relações sexuais contra a sua vontade.
A situação também envolvia uma criança: o filho da vítima, de 6 anos, diagnosticado com transtorno do espectro autista, já havia presenciado episódios de conflito entre o casal.
Ele permaneceu na residência sob os cuidados do irmão mais velho, de 22 anos, ambos filhos da mulher de um relacionamento anterior.
Como denunciar violência doméstica
Casos de violência contra a mulher podem e devem ser denunciados. As vítimas podem acionar a Polícia Militar pelo 190 em situações de emergência. Também está disponível o Disque 180, a Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas, de forma gratuita e sigilosa, oferecendo orientação e encaminhamento para a rede de proteção.
Denúncias podem ser feitas ainda de forma presencial nas delegacias ou por meios digitais disponibilizados pelos órgãos de segurança. Romper o silêncio é o primeiro passo para salvar vidas.
Fonte: Revista Século
