Versões conflitantes marcam briga de ex-casal em Vilhena
Homem afirma ter sido agredido por conhecidos da ex-companheira, enquanto jovem apresenta medida protetiva e contesta acusações
A Polícia Militar foi acionada por volta das 23h do último domingo, 8 de março, para atender uma ocorrência no bairro BHN, em Vilhena, após um homem de 45 anos relatar que teria sido vítima de invasão em sua residência seguida de agressões.
Quando os policiais chegaram ao endereço indicado, encontraram o denunciante na frente da casa portando uma faca.
Ele contou que dois homens teriam entrado no imóvel tentando levar um computador, mas, como não conseguiram retirar o equipamento, acabaram danificando o aparelho ao jogá-lo no chão.
Segundo o relato, ao tentar impedir a ação, ele teria sido atacado com socos, chutes e até golpeado com uma cadeira, o que provocou um ferimento em seu braço.
O homem afirmou ainda que conhece os supostos autores e que eles seriam amigos de sua ex-companheira.
De acordo com ele, a motivação do ataque seria inveja, pois recentemente havia feito publicações nas redes sociais dizendo estar em boa situação financeira e mostrando a compra do computador que acabou sendo quebrado.
A guarnição seguiu até o endereço indicado pelo denunciante, onde mora a ex-esposa dele, de 24 anos, juntamente com um casal de amigos.
No local, os três negaram qualquer participação no suposto ataque e apresentaram uma versão diferente do ocorrido.
A jovem mostrou aos policiais uma Medida Protetiva de Urgência contra o ex-companheiro, expedida em fevereiro deste ano com base na Lei Maria da Penha.
Segundo a mulher, ela teria sido expulsa da casa após desentendimentos motivados por ciúmes e passou a morar com os amigos que lhe ofereceram abrigo.
Ela também relatou que não deseja retomar o relacionamento e afirmou que o ex já teria ido até seu local de trabalho para fazer ameaças caso ela não voltasse para ele.
Diante das versões divergentes e das acusações feitas por ambas as partes, todos os envolvidos foram encaminhados para a Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP), onde o caso foi registrado e será analisado pela autoridade policial para a adoção das medidas cabíveis.
Fonte: Revista Século

